Wednesday, May 03, 2006

A Loucura e Deus - O Deus da Loucura

Será que a Loucura é
suficientemente louca ou tristemente sã
para acreditar ou não em Deus?


A Loucura, é uma observadora.

Existem três tipos interessantes de crentes. Os primeiros são aqueles que como Píndaro, nos dizem: “O que é Deus? É tudo”, de lágrimas no rosto devido a trágica emoção que impossível de ser contida, se apoderou das suas pobres almas.

A seguir encontramos aqueles que interrogam a existência divina, num misto de cepticismo cego e de vontade de ver mais além. Aqueles que pensam demais para acreditarem cegamente em algo, sem o questionar, mas que desejam ardentemente algo em que possam acreditar cegamente. A Loucura, gosta especialmente destes, pois apoiam as suas vidas em dois caminhos aparentemente opostos. Um homem em tal posição tanto poderá ser o mais louco dos homens como o mais lúcido que já viveu.

“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus.

O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

Dostoievski, Fiodor

Os terceiros, pairam entre a negação absoluta de Deus e a tristeza pela morte do mesmo, sendo que estes últimos, acreditam que Deus terá existido. Lembrando-me as palavras de Sade: “O meu maior desgosto é que Deus, na realidade, não exista, privando-me assim do prazer de o insultar mais positivamenteou de Stendhal com o seu “O que desculpa Deus é o facto de Ele não existir”. Woody Allen, disse ainda: “Deus não existe e, se existe, não é muito confiável”.

Pessoalmente, a Loucura prefere a constatação racional e sarcástica de Baudelaire: “Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa existir”, deixando a simples advertência, de que se Deus existe a Loucura estará, por certo, em maus lençóis. É sinal que há algo ou alguém, ainda mais louco que a própria Loucura.

Moria - a Loucura

Tuesday, May 02, 2006

O Retorno da Verdadeira Loucura

“Louco não é o homem que perdeu a razão. Louco é o homem que perdeu tudo menos a razão”,

Chesterton, Gilbert


Voltei. Podem fazer a festa e largar os foguetes, depois de um brevíssimo período de quase-sanidade psíquica, a Loucura voltou ao ataque. Com novas histórias para contar e outras para relembrar. Penso que esta nova etapa de confissões e reflexões em torno da minha própria natureza, acabará por tomar um tom mais intimista e sarcástico. Espero que não me levem a mal, a Loucura nunca mente.

Aqui me despeço, com três vénias e uma gargalhada.

Moria – a Loucura