Saturday, January 28, 2006

Moria - a Loucura

“Haverá vida antes da morte?” – Anónimo Húngaro

É de facto uma boa questão. Uma vez produzida por um louco, só pode encontrar resposta na loucura de outro louco. E como Erasmo dizia, devemo-nos acautelar, pois existem vários tipos de loucura. De forma geral, apreciamos a loucura. A nossa própria loucura, não a dos outros. Essa outra, torna-se incomodativa com o tempo. Diríamos mais: pura amofinação! Que acumulada pelo pó dos anos (ou séculos?), nos persuade a virar costas a multidão para vivermos em paz com a nossa loucura.
É essa a história de Moria, aquela que desejou e cumpriu. Fez-se Louca, possuindo e sendo possuída por toda a loucura do mundo. Vivia dentro do globo – compreendendo e alimentando as utopias e eutopias dos homens; celebrando com felicidade de bacante à loucura pela própria loucura, seguida pelo seu séquito de poetas e heróis imaginários – e fora dele, abandonando-o, com a sua arrogância áspera de Deusa orgulhosa, livremente só, alimentando apenas a sua natureza divina.



“Poucos compreendem a imensa vantagem que há em nunca hesitar e tudo ousar”

– Erasmo de Roterdão

Elogio da Loucura

"O que distingue o louco do sábio é que o primeiro é guiado pelas suas paixões,
que os outros consideram doentias."
- Erasmo de Roterdão