Moria - a Loucura
“Haverá vida antes da morte?” – Anónimo Húngaro
É de facto uma boa questão. Uma vez produzida por um louco, só pode encontrar resposta na loucura de outro louco. E como Erasmo dizia, devemo-nos acautelar, pois existem vários tipos de loucura. De forma geral, apreciamos a loucura. A nossa própria loucura, não a dos outros. Essa outra, torna-se incomodativa com o tempo. Diríamos mais: pura amofinação! Que acumulada pelo pó dos anos (ou séculos?), nos persuade a virar costas a multidão para vivermos em paz com a nossa loucura.
É essa a história de Moria, aquela que desejou e cumpriu. Fez-se Louca, possuindo e sendo possuída por toda a loucura do mundo. Vivia dentro do globo – compreendendo e alimentando as utopias e eutopias dos homens; celebrando com felicidade de bacante à loucura pela própria loucura, seguida pelo seu séquito de poetas e heróis imaginários – e fora dele, abandonando-o, com a sua arrogância áspera de Deusa orgulhosa, livremente só, alimentando apenas a sua natureza divina.
É de facto uma boa questão. Uma vez produzida por um louco, só pode encontrar resposta na loucura de outro louco. E como Erasmo dizia, devemo-nos acautelar, pois existem vários tipos de loucura. De forma geral, apreciamos a loucura. A nossa própria loucura, não a dos outros. Essa outra, torna-se incomodativa com o tempo. Diríamos mais: pura amofinação! Que acumulada pelo pó dos anos (ou séculos?), nos persuade a virar costas a multidão para vivermos em paz com a nossa loucura.
É essa a história de Moria, aquela que desejou e cumpriu. Fez-se Louca, possuindo e sendo possuída por toda a loucura do mundo. Vivia dentro do globo – compreendendo e alimentando as utopias e eutopias dos homens; celebrando com felicidade de bacante à loucura pela própria loucura, seguida pelo seu séquito de poetas e heróis imaginários – e fora dele, abandonando-o, com a sua arrogância áspera de Deusa orgulhosa, livremente só, alimentando apenas a sua natureza divina.
“Poucos compreendem a imensa vantagem que há em nunca hesitar e tudo ousar”
– Erasmo de Roterdão

