A Loucura e Deus - O Deus da Loucura
Será que a Loucura é
suficientemente louca ou tristemente sã
para acreditar ou não em Deus?
A Loucura, é uma observadora.
Existem três tipos interessantes de crentes. Os primeiros são aqueles que como Píndaro, nos dizem: “O que é Deus? É tudo”, de lágrimas no rosto devido a trágica emoção que impossível de ser contida, se apoderou das suas pobres almas.
A seguir encontramos aqueles que interrogam a existência divina, num misto de cepticismo cego e de vontade de ver mais além. Aqueles que pensam demais para acreditarem cegamente em algo, sem o questionar, mas que desejam ardentemente algo em que possam acreditar cegamente. A Loucura, gosta especialmente destes, pois apoiam as suas vidas em dois caminhos aparentemente opostos. Um homem em tal posição tanto poderá ser o mais louco dos homens como o mais lúcido que já viveu.
“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus.
O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”
Dostoievski, Fiodor
Os terceiros, pairam entre a negação absoluta de Deus e a tristeza pela morte do mesmo, sendo que estes últimos, acreditam que Deus terá existido. Lembrando-me as palavras de Sade: “O meu maior desgosto é que Deus, na realidade, não exista, privando-me assim do prazer de o insultar mais positivamente” ou de Stendhal com o seu “O que desculpa Deus é o facto de Ele não existir”. Woody Allen, disse ainda: “Deus não existe e, se existe, não é muito confiável”.
Moria - a Loucura

13 Comments:
Doce loucura, Adoro-a...
( Os Prazeres é em Lisboa no qual já fui, mas prefiro na cidade dos corvos o do Alto de São João. Quanto ao Porto a minha preferência é para o de Agramonte)
Partilho a tua preferência.
Perto de campanhã há dois: Prado do Repouso ( que é o mais conhecido nessa zona da cidade, onde repousa por exemplo Eugénio de Andrade) e do Bonfim (se nao me engano). Deves estar enganada, acho eu...
cara Moria.
Com Deus, na existêncinexistência, a loucura está sempre em bons lençóis - o bom senso é que se estrilhaça todo.
Bom senso 1: haver só Deus.
Bom senso 2: haver só universo.
Estrilhaçamento: haver ambos, distintos.
Pronto, deu-me para isto... ;)
Abraço, e bom fim de semana.
A tua "meditação" tem que se lhe diga, só o facto d eteres ido buscar Dostoievski me inquietou... Há muitos tipos de crentes, Moria... e de Deuses, tvz ainda mais... enfim de que deus falas tu? Qual o deus dos crentes de que falas. Eu creio que tu saibas, eu creio que cada um saiba onde é o seu lugar e o seu "deus", nem que dmeore muito a descobrir... um beijo
...Era uma casa absoluta - como
direi? - um
sentimento onde algumas pessoas morreriam.
Demência para sorrir elevadamente.
Ter amoras, folhas verdes, espinhos
com pequena treva por todos os cantos.
Nome no espírito como uma rosapeixe.
- Prefiro enlouquecer nos corredores arqueados
agora nas palavras.
Prefiro cantar nas varandas interiores.
Porque havia escadas e mulheres que paravam
minadas de inteligência.
O corpo sem rosáceas, a linguagem
para amar e ruminar.
O leite cantante...
Herberto Helder
Eu "vi" um deus que governa sem se erguer aos olhos do povo, mas a crença de que alguém gere o percurso de cada existência, sempre foi uma excelente "almofada".
Onde anda a loucura? Fechada ou transviada?
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Et si Dieu vraimment existait?_ comme disait Bakunin, ce camarade vitamine: Il faudrait s'en debarasser!(Leo Ferré, in Le Chien)
:)
Boas Tardes!
Adorei o teu texto...
´...A Loucura, gosta especialmente destes, pois apoiam as suas vidas em dois caminhos aparentemente opostos. Um homem em tal posição tanto poderá ser o mais louco dos homens como o mais lúcido que já viveu.'
Simplesmente belo e espectacular!
Beijinhos
Fala a Loucura: A Loucura acordou.
Três Vénias e uma Facada
Moria - a Loucura
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