A Queda
Perdem-se os séculos no pó que lhes desfigura os rostos cansados. O Ancião dos Dias, ergue o dedo acusatório num prenúncio de silêncio. Para lá da fronteira do tempo, o ilimitado ergue-se num mar de imortalidade. O Pai devora o filho. Triste cenário sobre o qual se fundem as realidades humanas. Trágico fim o de todo homem.
Mas há dois tipos de loucura. A que alimenta os banais, na ilusão de que a vida é apenas o que vivem e pensam ver. E a que inspira os filhos dos anjos. Em ambos os casos, têm de existir necessariamente uma grande dose de loucura. Quer seja para sermos cordeiros ou para sermos lobos. Se há algo comum a todos os homens é a Moria.
Mas há dois tipos de loucura. A que alimenta os banais, na ilusão de que a vida é apenas o que vivem e pensam ver. E a que inspira os filhos dos anjos. Em ambos os casos, têm de existir necessariamente uma grande dose de loucura. Quer seja para sermos cordeiros ou para sermos lobos. Se há algo comum a todos os homens é a Moria.
Moria - Loucura


6 Comments:
Mas se a loucura é comum a todos os homens, deixa de ser loucura, passa a ser o estado normal. Para se reconhecer um louco é preciso compará-lo com um mentalmente são.
Fala a Loucura: Não há ninguém que seja "mentalmente são". Como eu disse no texto há dois tipos de loucura: a dos banais (maioria) e dos "outros". Entendido? :)
Moria
Pois, mas se todos são loucos, passam a ser normais. Se todas as pessoas tivessem três braços, quem nascesse com dois seria "anormal"...
Pasaba simplemente por aquí. Acaso remanse.
Un fortísimo abrazo.
Fala a Loucura: Nada há de mais ridiculo do que o conceito de normalidade. Ninguém é totalmente normal aos olhos dos outros.
Moria
Pois a mim a Loucura nunca me fez mal!
Post a Comment
<< Home