
A Loucura ergue-se novamente do seu sono sepulcral.
Esta noite não tentarei agradar-vos.
Acordei desgrenhada pelo pó dos séculos passados. Malditas memórias! Que as tumbas não sabem calar! Eu que me ergo, trago em mim o peso do Mundo. Das vidas que vi, serem vividas e decepadas pelo corte da lâmina ardente.Loucos mortais, que julgam ser capazes de sonhar o possivel e concretizar o impossivel.Eu que sou a mais doce Loucura sou também a vossa Morte.A única loucura é a vida, como a levais e tomais, em goles cansados de velhos que se recusam a morrer. Sois loucos, porque vos esqueceis. E Esquecer é morrer. Mortos que cegos desconhecem a imortalidade na sabedoria dos fogos. Morrei, pois! Mortais imundos.
Que se apaguem as luzes, os mortais não têm olhos para as ver.
* Sai a Loucura, revoltada. Bate com a Porta do Norte e quebra os vitrais, é tamanha raiva, que até a Cruz cai e o Cristo se quebra, na força com os corpos se tocam. Navios que chocam em Mar de Sonhos.
Moria - a Loucura